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Árvore andante

  • Foto do escritor: Paulo Jorge
    Paulo Jorge
  • 31 de jul. de 2022
  • 1 min de leitura

Com pernas e braços atados nos sulcos da terra, onde as árvores andantes com suas raízes traçam seus caminhos e reinam, somos como hostis errantes. Apenas hóspedes retidos e prisioneiros.

Com o dedilhar caminhamos nas cordas dos instrumentos tentando encontrar o som e música que toque e sopre, viajando com o vento, para tentar procurar e encontrar a nossa alma. O nosso lugar onde podemos caminhar e esbracejar.

Não temos vontade de viajar sem o desejo de ir a algum lugar. Não viajamos só por viajar.

Não é a mente que nos transporta e faz viajar. A mente pode ter dois significados e coisas totalmente distintas. A mente sobre o que se traz e a mente por onde se caminha e se pode rendilhar.

Somos nós mesmos que transportamos nossa mente com os nossos dedos que caminham sobre as cordas dos instrumentos, produzindo o som que leve a nossa mente ao lugar e alma, onde podemos habitar junto com nossa alma.


Só a nossa alma é a nossa esposa e mulher, que nem na terra e em nenhum lugar se pode encontrar. Nós somos a sua árvore, raízes que vamos rendilhando, andantes, com pernas caminhando até à nossa alma. Nossa alma são os nossos ramos, folhagem, flores e braços que ela vai gerando e nos dando.

 
 
 

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